Uma crítica ao eu não pode deixar de lado os distúrbios do consciente ,o mistério do inconsciente e muito menos as verdades que habitam os dois estágios .Não é mais um discurso assim... que diz dum eu que é todo mundo,sim como um discurso feito no escuro.
Vi com meus olhos , vi as misérias que insisto em dar a mim e aos outros. Nada faço.
- Anda homem comum ,joga esta bolsa bonita ,mas fétida.
-Não largo!
-Mas para onde vai com toda essa merda?
-Vou a casa de meus amigos...enquanto isso sou notado no caminho.
É uma mera ilustração do que o inconsciente pergunta ao estágio de vigília que além de responder ,age da forma descrita. A minha própria crítica é de dentro da bolsa,a minha vaidade é de dentro da bolsa, a minha bolsa é da bolsa.
Não é que tudo seja merda,mas é cansativo andar pelas ruas até quando seu próprio cheiro incomoda,se vangloriando de coisas fora de seus tempos e lugares...
Vou como um gato enterrar as fezes? Não, é bom botá-las ao sol e desidrata-las a fim de salvar a mim , a própria merda e a bolsa.